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segunda-feira, outubro 28, 2013

Amizade



Quem é que nunca teve uma amiga daquelas por quem você faria tudo? Mas quando digo tudo, me refiro a tudo mesmo. Desde ajudar num trabalho da faculdade, ate ir buscar na delegacia.

O problema é quando parece que amizade não é o suficiente, que parece faltar algo. E você pensa que pode estar se apaixonando, mas percebe que não é isso. É a admiração. Você passa a admirar aquela pessoa, que, em pouco tempo, passou a ser tão importante pra você. E quando esta finalmente começando a confiar, a se sentir em casa com ela, BUM!, algo acontece e uma parte de você morre.

São pequenas coisas, coisinhas que você relevou durante certo tempo. Coisinhas bobas, sem importância. Mas, subitamente, elas se tornam monstrinhos enfiando agulhas debaixo de sua pele, e todas as palavras não ditas fazem força para sair. Mas você não pode dizer nada, magoaria, e a ultima coisa que gostaria de ver é sua amiga magoada.

Então você percebe que, ela não se incomoda se você esta magoada com ela ou não. Pelo contrario, acaba percebendo que você é apenas mais uma, que tanto faz se você é amiga dela ou não. E é daí que você tem vontade de chorar, espernear, de tacar na cara dela que você fez coisas por ela que ninguém mais fez.

Mas você deixa. “Deixe ir, se voltar, é seu.” Só que parece que nunca ira voltar, que todas as risadas, os pensamentos trocados, as frutas que roubaram juntas, o abraço que te fazia se sentir segura e protegida, os planos de viagens loucas e as musicas cantadas com tanta emoção, ficaram para trás. Nada mais disso importa, ela tem novas amigas, novos planos, e você não esta inclusa neles.  Então, só te restam duas alternativas: conversar com a pessoa, que você nem tem mais coragem de chamar de amiga, ou simplesmente ignorar, e deixá-la ser feliz sem você. O que você escolheria?

domingo, outubro 27, 2013

Mudanças


Haverão mudanças no blog de maneira geral. Resenhas não serão exclusividade do blog, também teremos outros tipos de escritos. E quem quiser pode participar do blog. Digo, você escreveu um poema/livro/texto/carta de amor, tirou uma fotografia maravilhosa (ou não tão maravilhosa) e quer divulgá-lo? Mande pra mim que postarei aqui (com o devido crédito, claro).
Participo do Centro de Direitos Humanos Universitário da FECEA, então não se espantem se começar a pipocar informações sobre nossos direitos e deveres enquanto cidadãos, e algumas criticas à revistas, emissoras de televisão, programas televisivos e partidos políticos.
Também postarei pequenas historias que ouço de desconhecidos que adoram conversar no ponto de ônibus ou em pracinhas, ou historias de senhorzinhos e senhorinhas que apenas querem alguém que os ouça.
Enfim, espero que gostem da nova administração!

segunda-feira, outubro 21, 2013

[Resenha] A Invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick

Ta aí, a primeira vídeo resenha do blog. Espero que gostem!

Título: A Invenção de Hugo Cabret
Volume: 1
Autor: Brian Selznick
Editora: SM
Número de páginas: 533










quarta-feira, outubro 16, 2013

Canal literário

E aí pessoas!

Decidimos mudar algumas coisas no blog e eu fiz esse vídeo de introdução para mostrar para vocês o que irá mudar, e ele também é o 1º vídeo do nosso Canal Literário. Tudo isso começa a valer a partir da semana que vem. Vejam, curtam e comentem ;)


sábado, outubro 12, 2013

Música do dia #1

Inauguração de uma nova coluna onde postarei músicas que eu gosto e que me inspiram *-*

E pra começar com clima de sexta-feira, nada melhor que Wake me up do Avicci.


Beeeeeeeeeijos ;*

domingo, setembro 08, 2013

[Resenha] O Ateneu - Raul Pompéia

Título: O Ateneu
Volume: 1
Autor: Raul Pompéia
Editora: Ática
Número de páginas: 168


O Ateneu é o colégio interno mais popular do Rio de Janeiro. E tudo se deve ao diretor Aristarco, que faz com que seus eventos sejam os mais prestigiados e com que propagandas circulem por todo o país. Sérgio, que vem de uma família que como qualquer outra da época deseja que seus filhos tenham um bom estudo, ingressa no Ateneu aos onze anos. Antes de sua entrada, visita o colégio em datas festivas, e ao entrar percebe que a realidade é diferente. No início só conversa com seu conselheiro, Rabelo. Depois acaba se afastando deste e aproxima-se de Sanches, do qual, após certos acontecimentos, também se afasta. Isso acontece sucessivamente com todos que conhece.

Sérgio era um aluno muito aplicado, mas com o passar do tempo vários fatores fazem com que ele mude completamente seu comportamento. Por um tempo tornou-se muito religioso, mas isso também se desfez. Aristarco que sempre prezou muito pela educação e bom comportamento de seus alunos, procura corrigi-los da maneira mais repreensiva possível. Quando os alunos retornam das férias e Sérgio começa seu segundo ano, eles são levados para um piquenique que desfaz toda a ordem imposta pelo diretor. Depois de aprontar muito, se surpreende pois não é repreendido.

É quando conhece Egbert e suas notas começam a melhorar. Quando tira uma boa nota em línguas e é convidado para jantar na casa do diretor, o sentimento de amor materno é despertado por D. Ema, mulher deste, que ele havia conhecido antes de seu ingresso no colégio. Esse sentimento cresce muito no decorrer da história, e acaba substituindo a amizade de Egbert.

Um de seus colegas, do qual havia se afastado, adoece e morre. Aristarco ganha um busto de bronze, e pensa que iria ser venerado por todos, mas acaba se decepcionando ao perceber que o que estava sendo venerado era o busto e não ele como pessoa. Depois da festa de fim de ano, Sérgio é obrigado a ficar no colégio, pois seu pai adoeceu e teve que se mudar com toda a família para a Espanha, para se tratar. O menino é acometido por uma doença e fica sob os cuidados de D. Ema. O livro termina com uma grande tragédia.
Realmente foi difícil falar desse livro, pois como todas as obras do Realismo, ele é rico em detalhes. Há descrições minuciosas de tudo o que é apresentado ao leitor. Há muitos personagens e muitos arcos narrativos que os envolvem. Para entender você tem que prestar muita atenção, pois não é de fácil compreensão, além de apresentar uma linguagem bem complicada. O autor faz uma crítica aos homens e à sociedade brasileira da época, principalmente às instituições educacionais que sempre prestigiavam os mais ricos.

A edição que eu li conta com ilustrações que entretêm um pouco, pois o texto é muito denso. O livro não é longo, mas os capítulos sim e eu particularmente gosto de capítulos mais curtos. A história não é entediante, pelo contrário, mas não conseguiu me prender. Se você gosta de clássicos nacionais e de livros com muitas descrições não pode deixar de lê-lo!