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segunda-feira, outubro 22, 2012

Papo com PCL - Leonardo Torres

Estreia de coluna aqui no PCL! Esta será uma coluna de entrevistas com autores e blogueiros. Vamos saber um pouco mais sobre eles, seus gostos e, claro, seus livros e blogs. O entrevistado de hoje é o autor Leonardo Torres, que escreveu o livro "Condenáveis - Uma História de Filho e Pai". Gostaria de agradecer a ele que foi muito simpático e respondeu às perguntas abertamente.
Antes de tudo, conte-nos um pouco sobre o que podemos esperar do livro “Condenáveis – uma história de filho e pai”. 
“Condenáveis” é catártico – tanto para mim como autor quanto para os leitores. O livro traz uma narrativa franca sobre tudo que eu passei e inevitavelmente gera empatia em que lê. Ao falar abertamente sobre meus problemas familiares, ajudei muitas pessoas, que se identificaram por passarem por situações similares.

De acordo com a história do livro, seu pai esteve envolvido em um crime. Como você se sente ao expor tão abertamente o seu ponto de vista sobre isso?
É uma situação delicada, claro, mas não acho que abordei o tema desrespeitosamente. Ao contrário do que muitos pensam, meu livro não é sobre a prisão do meu pai ou sobre as acusações que recebeu. A história é sobre nosso relacionamento desastroso, que ainda teve esse fato para completar. Expor meu ponto de vista sobre tudo isso foi como tirar um peso das costas. Não é um tema que eu continue discutindo com meus amigos. Foi a primeira e a última vez que falei sobre isso voluntariamente.

Qual foi a sua reação ao ver seu próprio pai numa reportagem do “Fantástico” acusado de um crime? 
Esse é o primeiro capítulo do livro, que está disponível para leitura gratuita na Internet (http://falaleonardo.files.wordpress.com/2012/05/condenc3a1veis-primeiro-capc3adtulo-grc3a1tis1.pdf ). Mas, em resumo, foi exatamente como você pode imaginar: um choque, uma vergonha. Foi uma experiência, mas não a desejo nem para meu pior inimigo. 

E seu pai, leu o livro? O que ele achou?
Não tenho contato com ele, portanto não sei se leu e, em caso afirmativo, o que achou.  

Atualmente, você tem um relacionamento, digamos, “normal” com seu pai?
Não sei o que você chama de “normal”. Não tenho uma boa relação com ele. Nós sequer nos falamos. Mas isso, garanto, é o normal, o comum, em muitas famílias. Recebi e-mails com desabafos de vários leitores que também nunca se entenderam com os pais. É uma pena, mas acontece mais do que a gente imagina ou quer ver.

Leonardo Torres
Porque você teve vontade de escrever um livro falando sobre esse assunto? 
Eu comecei a escrever como um diário, porque me sentia desconfortável para falar sobre isso com as outras pessoas. Foi a maneira que eu encontrei para botar para fora o que estava sentindo. Quando percebi que meu relato pessoal poderia ser uma questão universal, decidi lançá-lo como livro.

Você sempre teve vontade de escrever um livro ou foi uma coisa de momento? 
Sempre tive vontade, mas nunca imaginei que escreveria sobre esse tema. Um livro sempre foi um sonho. “Condenáveis” é isso: a transformação de uma história negativa em algo positivo, a realização de um sonho.

Você acha que escrever o livro foi uma forma de aliviar seus sentimentos e fazer com que as pessoas parassem de ir atrás de você para saber mais sobre o caso? 
Foi uma maneira de aliviar meus sentimentos, sim. Mas também foi a forma que encontrei para contar meu lado da história. Ninguém parecia perceber meu ponto de vista ou minha situação. Com o livro, consegui esse entendimento. Mas, de jeito nenhum, pensei que as pessoas parariam de me procurar para fazer perguntas sobre o caso da prisão. Pelo contrário, agora sou muito mais questionado sobre isso, porque haviam pessoas que não sabiam da história. 

Quanto tempo você demorou para escrever o livro? 
Cerca de um ano, mais ou menos, o que considero de uma rapidez incrível. Atribuo isso ao fato da história estar pronta, gritando para ser escrita. Eu não tinha que inventar situações ou criar personagens, apenas narrar tudo o que vivi, como vivi. Por isso, foi relativamente simples: sentar e escrever.

Qual foi a sensação de ter um livro seu publicado e poder ver seu nome na capa? 
Sensação de missão cumprida. Às vezes, eu penso nisso mesmo. É divertido pensar que, se eu morrer amanhã, meu relato permanecerá no mundo. É uma maneira de continuar vivo.

Você pretende escrever outros livros além deste? Pode nos dar alguma dica? 
Pretendo sim. Esse é um daqueles projetos que está em stand by, esperando ansiosamente para ser cumprido. No momento, não tenho tempo hábil para escrever um livro, porque em breve começarei a trabalhar na monografia da minha pós-graduação. Mas posso adiantar que o próximo livro será uma ficção, com um tema mais leve e frívolo. 

Deixe um recado para os leitores do PCL.
Obrigado a todos que leram essa entrevista e espero que tenham se interessado pelo livro “Condenáveis – Uma História de Filho e Pai”, que está à venda em www.falaleonardo.com/livro. Obrigado pela atenção e, caso queiram conversar e saber mais sobre o projeto, podem me mandar um e-mail falaleonardo@gmail.com.

2 comentários:

  1. Adorei a entrevista
    O Leonardo é super inteligente e até hoje comento do livro dele com os outros. Adorei o livro dele, me identifiquei com muita coisa, enfim.... Adorei!

    Bjokas
    Flavia - Livros e Chocolate

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    Respostas
    1. Verdade, achei ele super inteligente também e o livro muito interessante.

      Beijos

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