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domingo, agosto 04, 2013

[Resenha] Morte Súbita - J.K. Rowling

Título: Morte Súbita
Volume: 1
Autor: J.K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 501


Pagford é uma pequena cidade do interior do Reino Unido que tem uma grande história com relação aos seus habitantes. Você pode imaginar que, por ser pequena, seja uma cidade pacífica, onde todos são amigos e se amam, mas não é bem por aí. Com a morte de um dos membros do Conselho, Barry Fairbrother, os habitantes dessa pequena cidade se veem um tanto quanto perdidos. A história gira em torno de 7 núcleos familiares. Temos Howard e Shirley Molisson, pessoas muito influentes na vida da cidade e com alguns problemas envolvendo sua família. Seu filho, Miles Molisson, casado com Samantha, começa a participar mais ativamente da vida política depois da morte de Barry Fairbrother, e sua mulher, que não aceita isso, começa a dar um pouco de trabalho para ele. Kay Bauden, que é nova na cidade, se mudou pra lá por causa de seu mais novo namorado, Gavin (melhor amigo de Barry), e trouxe sua filha, Gaia, junto. Gavin não se sente à vontade com o relacionamento e é sempre muito indeciso, deixando Kay muito em dúvida sobre suas escolhas.

Kay é uma assistente social e trabalha no caso de uma família pobre de Fields (um local muito pobre da cidade e mal visto por todos). A mãe dessa família problemática, mas muito interessante, se chama Terri Weedon. Terri já passou por muita coisa em sua vida e é por isso que hoje é uma viciada em heroína, pobre, sem esperanças e envolvida em muitos problemas. Ela tem dois filhos: Krystal, de 16 anos, e Robbie, de apenas 3 anos. Krystal sempre teve ajuda de Barry Fairbrother. Ele a colocou numa boa escola e a incluiu na equipe de remo, isso sempre a ajudou muito. Mas ela sempre está envolvida em problemas e as pessoas não gostam muito da sua companhia. Robbie, mesmo com sua pouca idade, já presenciou muitas coisas que não devia.

Uma outra família é a de Simon Price, que mora em uma casa no alto de uma colina. Simon não é do tipo amigável. Tem dois filhos, Andrew e Paul Price. Ruth, sua mulher, trabalha como voluntária no hospital da cidade. Simon é do tipo que agride, tanto físico quanto verbalmente, seus filhos e sua mulher. Ele é envolvido com algumas coisas suspeitas e seu filho, Andrew, em certo ponto da história, consegue vingança por esses atos, mas da sua maneira. Stuart "Bola" Wall é filho de Colin "Pombinho" Wall e Tessa Wall. Os dois são diretores da escola onde Bola estuda. Ele é um adolescente revoltado, envolvido com drogas, sexo e é o melhor amigo de Andrew Price. Temos também a família Jawanda, onde Parminder, que é a mãe, é médica e sua filha, Sukhvinder, sofre bullying na escola e em casa também, e reduz essas dores de uma forma dolorosa. 

Todos os núcleos são ligados à Barry Fairbrother, que de alguma maneira são afetados por sua morte inesperada. Cada família tem assuntos delicados que vão sendo descobertos ao longo da história, camada por camada. Enquanto essas histórias vão se desenrolando, a escolha para o substituto de Barry no Conselho vai acontecendo. Política, drama, traição, sexo, pobreza, responsabilidade, discriminação, sofrimento, auto-estima, esperança e questões sociais. Tudo isso e muito mais você encontra em Morte Súbita!
Sem palavras pra descrever esse livro. É simplesmente sensacional! Aborda questões muito interessantes que envolvem muitas pessoas hoje em dia. JK conseguiu estruturar esse livro de uma forma incrível. A história não gira em torno de um personagem principal e meio que envolve todos juntos ao mesmo tempo. O enredo corre de forma calma e gostosa, mas isso não chega a deixar o livro chato (na minha opinião). Minha história preferia foi a da Krystal Weedon, por se tratar de pobreza e problemas familiares que são mais presentes nos dias de hoje. Ela é uma menina sem recursos e que tenta a qualquer custo salvar seu irmão para as assistentes sociais não levarem ele dela e ela não ter que se separar dele. Sua mãe, por ser viciada, passa por um tratamento numa clínica de reabilitação, e essa é sua única esperança de manter o irmão por perto. Se a mãe perder a oportunidade de se recuperar desse vício, já era! E, pra piorar, estão querendo fechar a clínica. Essa personagem tem uma importante participação na trama, e eu acho que é uma das melhores. Chorei horrores no final, confesso. Tem gente que ama o livro (como eu) e tem gente que odeia. JK mandou muito bem nesse seu novo estilo de literatura e merece muito mais que 5 estrelas.

Enfim, o livro é ótimo, por tratar de questões importantes e super recomendo a todos.

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