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domingo, setembro 08, 2013

[Resenha] O Ateneu - Raul Pompéia

Título: O Ateneu
Volume: 1
Autor: Raul Pompéia
Editora: Ática
Número de páginas: 168


O Ateneu é o colégio interno mais popular do Rio de Janeiro. E tudo se deve ao diretor Aristarco, que faz com que seus eventos sejam os mais prestigiados e com que propagandas circulem por todo o país. Sérgio, que vem de uma família que como qualquer outra da época deseja que seus filhos tenham um bom estudo, ingressa no Ateneu aos onze anos. Antes de sua entrada, visita o colégio em datas festivas, e ao entrar percebe que a realidade é diferente. No início só conversa com seu conselheiro, Rabelo. Depois acaba se afastando deste e aproxima-se de Sanches, do qual, após certos acontecimentos, também se afasta. Isso acontece sucessivamente com todos que conhece.

Sérgio era um aluno muito aplicado, mas com o passar do tempo vários fatores fazem com que ele mude completamente seu comportamento. Por um tempo tornou-se muito religioso, mas isso também se desfez. Aristarco que sempre prezou muito pela educação e bom comportamento de seus alunos, procura corrigi-los da maneira mais repreensiva possível. Quando os alunos retornam das férias e Sérgio começa seu segundo ano, eles são levados para um piquenique que desfaz toda a ordem imposta pelo diretor. Depois de aprontar muito, se surpreende pois não é repreendido.

É quando conhece Egbert e suas notas começam a melhorar. Quando tira uma boa nota em línguas e é convidado para jantar na casa do diretor, o sentimento de amor materno é despertado por D. Ema, mulher deste, que ele havia conhecido antes de seu ingresso no colégio. Esse sentimento cresce muito no decorrer da história, e acaba substituindo a amizade de Egbert.

Um de seus colegas, do qual havia se afastado, adoece e morre. Aristarco ganha um busto de bronze, e pensa que iria ser venerado por todos, mas acaba se decepcionando ao perceber que o que estava sendo venerado era o busto e não ele como pessoa. Depois da festa de fim de ano, Sérgio é obrigado a ficar no colégio, pois seu pai adoeceu e teve que se mudar com toda a família para a Espanha, para se tratar. O menino é acometido por uma doença e fica sob os cuidados de D. Ema. O livro termina com uma grande tragédia.
Realmente foi difícil falar desse livro, pois como todas as obras do Realismo, ele é rico em detalhes. Há descrições minuciosas de tudo o que é apresentado ao leitor. Há muitos personagens e muitos arcos narrativos que os envolvem. Para entender você tem que prestar muita atenção, pois não é de fácil compreensão, além de apresentar uma linguagem bem complicada. O autor faz uma crítica aos homens e à sociedade brasileira da época, principalmente às instituições educacionais que sempre prestigiavam os mais ricos.

A edição que eu li conta com ilustrações que entretêm um pouco, pois o texto é muito denso. O livro não é longo, mas os capítulos sim e eu particularmente gosto de capítulos mais curtos. A história não é entediante, pelo contrário, mas não conseguiu me prender. Se você gosta de clássicos nacionais e de livros com muitas descrições não pode deixar de lê-lo!  

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